André de Paula assume falando em crédito e inovação no campo

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Imagem: reprodução/Mapa

O novo comando do Ministério da Agricultura e Pecuária tomou posse nesta quarta-feira (1º.04), em Brasília, na sede da Embrapa com um discurso voltado à previsibilidade e ao fortalecimento das bases do agronegócio. Ao assumir o cargo, André de Paula indicou que a gestão deve priorizar instrumentos centrais para o produtor, como o Plano Safra, o seguro rural e o avanço da inovação no campo.

Durante a cerimônia, o ministro reforçou que a condução da política agrícola será pautada pela continuidade, com manutenção dos principais programas de apoio à produção. A sinalização é de preservação de mecanismos como crédito rural, política de garantia de preços mínimos e linhas específicas voltadas a culturas estratégicas.

Outro eixo destacado foi o fortalecimento da pesquisa e da inovação. O ministro apontou que o uso de tecnologia, automação e inteligência artificial já faz parte da realidade do campo e deve ganhar ainda mais espaço nos próximos anos, com apoio técnico e institucional. Nesse contexto, o papel da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária foi citado como central para sustentar ganhos de produtividade e competitividade.

A defesa agropecuária também foi colocada como prioridade. Segundo o novo comando da pasta, a manutenção de padrões sanitários elevados é um dos principais ativos do agro brasileiro, com impacto direto sobre a abertura e consolidação de mercados internacionais.

A troca no ministério ocorre após a saída de Carlos Fávaro, que deixou o cargo para disputar as eleições deste ano. A mudança, no entanto, não altera o direcionamento geral da política agrícola, que segue focada em estabilidade institucional e apoio à produção.

Para o produtor rural, a sinalização de continuidade é um ponto relevante. Em um ambiente de custos elevados, crédito mais restrito e maior exigência por eficiência, a previsibilidade das políticas públicas, especialmente em relação ao financiamento da safra e ao seguro, tende a influenciar diretamente o planejamento e a tomada de decisão dentro da propriedade.

A expectativa do setor é que a nova gestão mantenha o ritmo de execução dos programas e avance em pontos considerados críticos, como a ampliação do seguro rural e o fortalecimento de instrumentos que garantam renda e proteção diante das oscilações de mercado e clima.





Fonte: Pensar Agro

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